Consórcio sai por metade do valor do financiamento

Para quem tem dinheiro para investir e tempo para esperar, adquirir imóvel próprio por meio de consórcio pode ser uma boa alternativa. Por não contar com incidência de juros, apenas taxa administrativa que varia de 18% a 20% ao longo de todo o prazo estabelecido, o sistema de compra consorciada acaba saindo mais em conta do que um financiamento.
 
De acordo com o educador financeiro Reinaldo Domingos, enquanto em um financiamento imobiliário no valor de R$100 mil você pagará, ao fim de 30 anos, o equivalente a três imóveis, no consórcio você terá de desembolsar apenas cerca de 40% a mais do valor da casa.  “Comparando com o financiamento, o consórcio é vantagem, sai mais barato”, afirma.
 
A desvantagem, segundo o educador, é ficar pagando as parcelas e não saber quando poderá ter o imóvel à disposição. “Vai ter de aguardar o sorteio ou dar um lance. Enquanto isso, estará pagando o cliente que já tem um financiamento ou primeiro imóvel e quer o segundo, é um bom negócio. Essa é uma forma de poupar a longo prazo, com um objetivo definido”, ele assegura.
 
Primeiro sorteio
Para quem já experimentou o consórcio imobiliário, a escolha foi satisfatória. É o caso da técnica administrativa Ângela de Cássia Souza Barbosa, de 51 anos, que teve a sorte de ser contemplada no primeiro sorteio, logo após ter pago a primeira mensalidade, em 2006. “Foi uma surpresa total. Pensei que iria ficar pagando durante anos antes de ser contemplada”, relembra.
 
Ângela recebeu a carta de crédito no valor de R$ 100 mil, mas esperou por quase quatro antes de utilizar o valor, que acabou rendendo mais e sendo reajustado em R$ 138 mil. Em 2010, a técnica administrativa recebeu as chaves do apartamento de três quartos comprado na planta, no Costa Azul.
 
Ela complementou a carta com mais R$ 100 mil para chegar ao valor total do imóvel. O dinheiro veio de um apartamento antigo vendido por Ângela, que quitou a dívida com a construtora e continuou pagando as prestações do consórcio na Caixa Econômica Federal. “Como o consórcio foi de 10 anos, faltam quatro para terminar de pagar, e aí o imóvel fica todo quitado”, diz Ângela. Ela assegura que vale a pena:
“O tempo de  pagamento da carta é menor do que um financiamento, dá para pagar tudo em menos tempo. Para mim, foi muito melhor assim”.
 

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